CBA teve lucro de R$ 89 milhões no 1T23 ante R$ 426 milhões do 1T22
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou no primeiro trimestre de 2023 um lucro líquido de R$ 89 milhões ante R$ 426 milhões no 1T22. A variação se deve principalmente à queda da receita líquida, em contrapartida ao aumento do custo de produtos vendidos nos períodos comparados. No 4T22, a companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 80 milhões.
Outros resultados operacionais também apresentaram oscilação, tanto em comparação ao 1T22 quanto com relação ao 4T22, em função da reversão de um passivo pela venda da Unidade Niquelândia no montante de R$121 milhões, além do reconhecimento da primeira venda de créditos de carbono por meio do projeto REDD+ no Cerrado brasileiro.
O volume vendas de alumínio se manteve estável no período (-3%) em relação ao 1T22, totalizando 106 mil toneladas. Apesar das incertezas de curto prazo, a demanda de alumínio no Brasil se demonstrou resiliente no primeiro trimestre de 2023, puxada pelos segmentos de transportes e embalagens (excluindo latas).
A receita líquida consolidada de R$ 1,9 bilhão, alcançada nos primeiros três meses do ano, recuou 16% na comparação com o mesmo período do ano passado, mas permaneceu estável em relação ao quarto trimestre de 2022. Já a receita líquida do negócio de alumínio atingiu R$1,8 bilhão no 1T23, uma redução de 18% comparado ao mesmo período do ano anterior e de 5% comparado ao 4T22. Em relação ao 1T22, o efeito se dá principalmente pela redução de 73% no preço médio do alumínio na LME, entre os períodos comparados.
O preço do alumínio manteve a volatilidade dos últimos meses, com a média do período ficando em US$ 2.395/tonelada, uma queda de 27% na comparação com o mesmo período do ano passado. Após alta em janeiro, no final do mês de março houve uma leve recuperação da LME com a estabilização do cenário internacional e melhora das perspectivas da economia chinesa.
No cenário específico de desempenho operacional, a companhia foi impactada por uma deterioração na qualidade do coque e piche utilizados para a produção da pasta anódica adequada ao seu processo produtivo de alumínio líquido. O volume produzido recuou 9% neste trimestre em comparação ao 4T22. O processo de estabilização operacional está em andamento.
Por outro lado, foi ligeiramente perceptível para a companhia o arrefecimento de custos de alguns dos principais insumos para a produção de alumínio na indústria, refletindo na redução no custo de produção no primeiro trimestre de 2023 em relação ao último trimestre de 2022. Importante destacar que, mesmo em um cenário desafiador de curto prazo, a CBA se manteve no primeiro quartil da curva de custos global no primeiro trimestre de 2023.
Foco no alumínio
A CBA também vem avançando no seu plano estratégico, com o objetivo de reforçar o foco no core business do negócio de alumínio. Em abril, a CBA assinou o contrato de venda da Unidade de Niquelândia, localizada em Goiás, incluindo a mina de níquel e a planta de processamento. No ano passado, a Empresa já havia vendido a refinaria de São Miguel Paulista, e agora deixa definitivamente o Negócio Níquel.
A CBA também deu um passo importante neste ano na diversificação de sua matriz de energia renovável. A geração própria no primeiro trimestre de 2023 foi 18% superior ao volume do mesmo período de 2022 e 15% superior ao volume do registrado no 4T22. Além de volumes maiores das chuvas no período, contribuiu para o desempenho o início da operação dos complexos eólicos Ventos de Santo Anselmo e Ventos de Santo Isidoro, que passam a contribuir com 10% da capacidade total de geração de energia da CBA.
Em relação à agenda ESG, no primeiro trimestre a empresa segue avançando, com mais uma conquista: a avaliação AA no MSCI ESG Ratings, uma evolução de sua classificação A em 2022.
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